Jogos de interpretação, narração e explosão! (Parte1)

Olá! Desta vez falarei da jornada pelos mundos digitais e analógicos dos famosos RPGs!

Essa é linha de jogos online mais populares entre os gamers. Nos consoles, Zelda e Final Fantasy são franquias que existem há anos, e são quase tão famosas quanto Sonic e Mario. O mundo moderno vive o retorno triunfal do jogo Diablo enquanto os saudosos revivem sua infância assistindo Caverna do Dragão. Mas de onde veio tudo isso, onde estamos e para onde iremos?

Não começarei falando de Dungeon & Dragons (o primeiro RPG de mesa do mundo e inspiração dos primeiros vídeos-games da área), mas do seu bisavô: Pequenas Guerras!

H. G. Wells
H. G. Wells, o famosos escritor de ficção científica que ia de mutantes pós-apocalípticos em “A máquina do tempo” até invasões marcianas em “Guerra dos mundos” (obras até hoje base de metade de tudo que foi criado sobre os temas), também era fã de miniaturas. Sempre montando novos cenários com seus amigos e criando regras caseiras para “lutas” com os exércitos de chumbo de seus companheiros, publicou um livro chamado “Pequenas Guerras”, com um conjunto de regras para brincadeiras de combate entre exércitos de miniaturas. Desta forma ele criou o primeiro manual do planeta para Wargames! Assim, no final do século dezenove, nascia o primogênito dos jogos de estratégia modernos. O embrião de Civilization, Age of Empire, Starcraft, War e Warhammer. A diversão está em criar seus próprios mapas e suas tropas para lutar contra o adversário.

Década depois, toda uma linha de jogos com base na Europa medieval mística surge com o sucesso do livro “O senhor do Anéis”. Os jovens Gary Gygax Dave Arneson adoravam jogar esse tipo de jogos de miniatura, até que um dia começaram a brincar com as próprias regras, com cada jogador elaborando detalhadamente seus guerreiros enquanto outro montava enormes labirintos cheios de monstros mitológicos para combaterem. Assim, dos wargames de fantasia, surge o “Dungeons and Dragons”, onde ao invés de montar um exército inteiro você montava um personagem individual, e o “Dungeon Master” criava um cenário de aventura com toda a história a ser enfrentada por esses personagens. Estava então criado o primeiro RPG, “Role Play Game”(Jogo de interpretação de personagem).

ImageMas, tio Luiz, e os joguinhos virtuais? Tô chegando lá! Na época do saudoso Atari, surge o primeiro jogo que tenta absorver essa temática de “o guerreiro invadir o labirinto mágico para resgatar o tesouro do castelo”: Adventure! Um jogo onde você é um herói que tem que passar por 3 castelos, desviar de seus dragões e achar o cálice mágico! Apesar das limitações do sistema (o herói é um quadradinho, o espada lembra mais uma seta e os dragões parecem patos ), você ficará vidrado quando estiver nos labirintos multicoloridos fugindo dos monstros – principalmente quando estiver levando o cálice de volta pro seu castelo, o que faz TODOS OS MONSTROS te perseguirem até o final.

Aqui também surgem os primeiros jogadores online: inspirados pelo “D&D”, surgem em 1978 os chamados MUDs (como a maioria dos computadores eram em faculdades, basicamente a jogatina se restringia a redes internacionais de universitários, especialmente alunos de cursos tecnológicos), onde, por um sistema semelhante ao do email, um jogador é o mestre que narra a aventura e os demais criam e interpretam seus personagens na história.

Em 1982, a coisa se amplia com a chegada da linha de livros Aventuras Fantásticas (Fighting Fantasy, no original). Já existiam livros do tipo na época, em que você escolhia o caminho a percorrer, qual final seguir, etc., mas aqui você tinha um sistema de regras: você montava seus personagem logo no início para lutar contra os monstros e armadilhas que apareciam nas páginas seguintes. Aqui, temos a base real das aventuras solo de RPG, o que é fundamental nos jogos de computador sigle-player do gênero.

Após o lançamento da segunda edição, D&D ampliou ainda mais o leque de opções para os jogares refinarem seus personagem. Milhares de outros jogos – tanto suplementos quanto concorrentes – existiam, abordando temáticas variadas, como comédia, terror, ficção espacial, sobrevivência no deserto, entre outros. Nesse mundo vasto, surge Vampiro a Máscara. Diferindo dos outros, não era um jogo de miniatura avançado: ele mergulhava na criação de histórias, cujo foco alterna entre a luta dos clãs de vampiros pelo poder e a luta dos heróis contra a besta interior. Era um verdadeiro jogo de teatro, que se expandiria para Lobisomen, Magos, Múmias, etc. Um novo público surge, ansioso pela idéia do teatro interativo, especialmente mulheres, criando toda uma nova legião de RPG. Os clãs políticos de vampiros de Crepúsculo, assim como a ideia dos lobisomens serem ligados às antigas tradições xamânicas norte–americanas, são tiradas diretamente dessa linha de jogos.

Esse foram os embriões de praticamente todos os RPGs do planeta! Quer saber mais? Aguarde a segunda parte…

 

Por Luiz Henrique, dos blogs Letras e aventura e Ciência, saúde e aventura!

 

 

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