Os super-heróis do século 21

Uma nova era de super-heróis que englobou todas as mídias se iniciou na virada do milênio. Mas como se iniciou esse período onde todo ano temos pelo menos 2 filmes do tema por ano? Onde uma editora publica mais de 50 séries mensais de tanto sucesso? Retrocedamos para o final do último século.

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Antes de toda a série de filmes atuais de super-seres lutando para salvar o mundo houve um precursor. Seu nome? Blade, o Caçador de Vampiros! Em 1998, a Marvel entra com seu primeiro filme de super-heróis após décadas sem novidades, escolhendo um sombrio caçador de monstros que era um dos heróis que caçava o Drácula nos seus quadrinhos. Um herói pouco conhecido num filme de pequenas proporções – garantindo assim que qualquer fracasso não afetaria nem a imagem dos heróis principais da editora nem traria grande prejuízo. Feita com muito capricho tanto no visual quanto na história, a saga do meio-vampiro lutando contra um lorde das trevas, que tentava dominar a humanidade por meio de um maligno deus vampiro, fez tanto sucesso que virou trilogia.

No ano seguinte outra trilogia começaria, idealizada não por uma editora de quadrinhos, mas por 2 irmãos pouco conhecidos: Matrix – onde um grupo de rebeldes, cujos poderes vinham da realidade virtual, lutava contra o império das máquinas!

Assim, na virada do milênio, tinha-se estabelecido qual seria novo estilo dos super-heróis! A era do sobretudo-preto, com sociedades secretas de alta tecnologia tanto do bem quanto do mal lutando entre num clima sombrio (tão vendo a gênese da versão da SHIELD usada nos cinemas?)

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A Marvel, editora dos X-Men, do Homem-Aranha, do Quarteto Fantástico e dos Vingadores, coloca esse clima nas suas histórias e lança uma nova linha chamada Ultimate, onde os escritores tiveram liberdade quase total para recriar qualquer herói da editora numa cronologia própria! Baseado nos principais sucessos dessa linha de quadrinhos, o universo Marvel tradicional passa a ser reformulado e usado de base no cinema. E qual o núcleo desse novo universo que se espalhou depois para todos os gibis, quadrinhos, filmes e etc? Uma guerra fria pela criação de super-humanos como armas monitorada pela SHIELD!

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Já a Distinta Concorrente (nome que a Marvel dá para a DC Comics), responsável por todos os heróis da Liga da Justiça, se foca não no sucesso cinematográfico, mas no mercado de animações, adaptando todas as grandes sagas que produziu desde seu início, nos anos 30, para seriados e desenhos animados, sendo que o mais destacado era o Liga da Justiça Sem Limites. Nos Quadrinhos, todas essas grandes histórias também são retomadas, mostrando o conflito de gerações: os heróis com sua ética justiceira dos anos 80 versus os idealistas sonhadores dos anos 70. Os coloridos dos anos 60 contra os guerreiros sombrios dos anos 90. Um conflito de múltiplas gerações para refletir a grande pergunta: o que é ser herói?

Outras editoras também existem lá fora! Muitas com adaptações de seriados e filmes famosos, refletindo a estrutura do cinema nesse período. Destaca-se então o escritor Robert Kirkman, que trouxe a mania zumbi dos cinemas para os quadrinhos lançando sua editora para o topo quando cria sua obra-prima The Walking Dead – que faria igual sucesso com um seriado na HBO anos depois. O mesmo artista renova o meio dos super-heróis com “Invencível”, um jovem filho do ” Superman” local que precisa aprender a usar seus poderes, um adolescente do nosso mundo atual aprendendo a lidar com o legado do maior herói do planeta.

O futuro começa agora com novas possibilidades. Teremos um filme da Liga da Justiça? E o crescimento dos quadrinhos virtuais? E o reinício das maiores franquias de ficção científica do século vinte, Star Wars e Star Trek, terão consequências similares a Blade e Matrix? E a explosão dos vídeo-games, que se tornaram uma forma própria de arte? Minha bola de cristal não me mostra o que acontecerá, mas vejo apenas que teremos muita aventura pela frente!

Fotos: http://marvel.wikia.com/Ultimate_Universe
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Blade.jpg
 http://batmanguide.wordpress.com/2013/05/30/entendendo-crise-infinita/

Por Luiz Henrique, dos blogs Letras e aventura e Ciência, saúde e aventura!

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